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terça-feira, 9 de agosto de 2011

Chega o fim


Eu guardo toda a culpa para mim e você finge que foi obra do destino. Mas ei, nós sabemos que não foi bem assim. Sabemos que desta vez a vida não passa de uma menina inocente, fomos nós os responsáveis por terminar de escrever a nossa história sem final feliz e o destino, em um de seus devaneios, apenas inicio-a, sem querer, como em uma brincadeira inocente.
O nosso grande problema foi o mesmo de todo trabalho em grupo, cada qual com sua ideia e a maldita mania de querer tudo da sua forma. Planejamos fins diferentes: enquanto eu já me preparava para pôr o último ponto final da nossa tentativa de conto de fadas, você ainda não o visualizava. Foi inevitável, acabamos em tempos diferentes.
E agora, amigo, estamos aqui – cada um no seu canto, cada qual com sua vida e seus planos. Abortei um amor prematuro, que não sei se de forte ou teimoso, sobreviveu. Mas você rasgou a folha em que havíamos escrito a tal da nossa história, resolveu cuidar de outras famílias e não por maldade, deixou-me mãe solteira desse pequenino amor, que cresceu rápido demais em tão curto tempo.

segunda-feira, 25 de outubro de 2010

Te cuidarei sempre

Doce homem- menino, sei que há muito não nos vemos e há tanto quebramos o contato, mas eu ando te observando de longe. Venho vendo o quanto anda sofrendo, e eu queria te dizer: se você deixar, eu cuido de você.
Me dói um bocado imaginar estes teus belos olhos cheios de uma melancolia triste; observar em minha cabeça teu rosto tão bonito carregado de experiências dolorosas; ah, amor, por que teve de aprender tudo tão cedo assim?
Queria poder tomar para mim tuas mágoas e te dar de presente muito do pouco que tenho de bom. Mas há tanto que estamos distantes. As vezes, me pego pensando em como seria se a vida não houvesse brincado tanto com o destino desse nosso amor; se ela tivesse sido um pouco compreensiva e tivesse aceitado ser madrinha da nossa história. Pensei que ela pudesse, talvez, ter ciúmes de você ou que não nos considerasse um belo casal. Ai, vida doida; ai, vida doída. Fico meio boba, rindo só, em apenas pensar em te ter de volta. Nessas horas me parece tão possível reconstruir tudo o que não colocamos em prática e que sonhei por diversas noites.
Me encho de se's e fico me indagando: ele teria vindo se eu tivesse confidenciado? Queria saber como teria sido se eu tivesse te dito o quanto te gostava e queria para mim; se tivesse te confessado, ao pé-do-ouvido, por uma carta qualquer quanto era muito o que eu tinha para te dar e como eu me dedicaria a isto; me pergunto sempre, se eu te dissesse que ainda te quero um bem danado e o quão grande é a disposição que trago para cuidar de ti: será que tu virias?
Mas quer saber? Até passou aquele tempo em que eu te escrevia milhões de poemas, cartas e guardava para mim; que esperei-te bater a porta de minha casa ou que cruzei os dedos para ouvir tua voz do outro lado da linha telefônica. Passou a época em que eu chorava e jurava morte a qualquer outra que tentava te fazer feliz, não imaginas o quanto praguejei para que nenhuma dessas sortudas conseguissem.
Hoje, meu querido, o sentimento que eu trago por ti é tão evoluído que nem me lembro mais dos sofrimentos que você não me causou; que eu não desejo mais teu bem só perto de mim. Agora, eu quero mesmo é que você seja feliz, que uma qualquer, muito especial, saiba dar o melhor dela e roube o seu pior; também não te quero mais só para mim, entendi que você é da vida, é claro que ainda sou capaz de cuidar-te, mas só de longe, de coação, por oração. Peço demais para que tu seja feliz, bem longe de mim, livre. Por esses tempos, só consigo lembrar do que a gente teve de bom; mas espera, a gente teve coisa ruim? Foi tão pouco tempo...
Ah, meu amado, te quero um bem enorme, danado, louco, desesperado; mas é coisa pura, limpa, sincera, escondida. Não se preocupe, eu continuarei a zelar por você, cuidar da tua importância para mim e a mandar-te o tempo inteiro minhas melhores vibrações através do dedilhar de um violão qualquer. Sempre, sempre e sempre.

"E agora longe de mim,
Você possa enfim, ter felicidade
Nem que faça um tempo ruim, não se sinta assim, só pela metade"
(Eu e você semore- Jorge Aragão)

sexta-feira, 3 de setembro de 2010

No meu calor sinto teu frio


Dessa vez fui eu quem te vi sair por esta porta, deixando tudo para trás como se somente o que está a sua frente tivesse importância e o que passou fosse apenas um sonho bom que não aconteceu.
Ah, você saiu, saiu e se esqueceu de me levar, ou pelo ou menos de me dá uma falsa justificativa e me deixar feliz; arrancou de mim tudo o que eu poderia ter, me deixou nua, sem ilusão nenhuma no coração, cheia de algumas verdades e meias que me fizeram engolir lágrimas amargas e morder o travesseiro para não gritar.
Queria muito que pudesses me ver agora, como eu queria. Quem sabe assim você teria dó de mim. Chegaria um pouco mais perto com esse seu jeito de quem não quer nada, penetraria em meu olhar os teus verdes encantadores e me daria só mais um punhadinho de mentiras doces. Ah vai, meia dúzia de ilusões não mata a ninguém.
Juro que não me importo se você me ferir. Prometo que não vou fazer bico e que não vou chorar quando você tiver de me deixar, mas por favor, só mais uma vez. Só mais uma única vez me abraça por trás e me beija o ombro, subindo ao meu ouvido só para sussurrar que eu sou especial, que você não teve nada igual e que não quer me perder; não custa nada deitar no meu colo e fazer carinha de cachorro pidão para ganhar cafuné; não vai doer, pelo ou menos não em você, dizer que eu sempre desperto o mesmo sentimento; não vai te machucar fingir que é verdade. E eu posso apostar, as solas de seus sapatos já conhecem o caminho do meu coração, não vão se incomodar em retornar ao lar e me fazer feliz, só mais uma vez.

segunda-feira, 1 de março de 2010

Amor e suas estações


As estações do ano, uma comparação perfeita para o amor, cada um a seu modo.
Pode ser que ele seja como outono, assim como os dias nesse período do ano, tudo passa rápido, e exatamente como as folhas caídas ao chão há um estado de melancolia, talvez lembranças/resquícios de amores passados.
Mas também é possível que seja como inverno, pouca luz e muita escuridão, frio e cruel, deixando marcas inapagáveis. Mas existem algumas pessoas que tem a sorte de ter, logo em seguida, um do tipo primavera, que enche os dias e a vida de alegria, tudo são flores.
Porém, eu diria, que mais sortudos são aqueles que têm/já tiveram um amor de verão. Os mais quentes e marcantes que possam existir. E até existem alguns dias de chuva com nuvens carregadas, mas sempre há um sol por trás delas. E não se pode negar, verão é verão, sempre se espera, é sempre bem vindo.