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quinta-feira, 9 de setembro de 2010

Sou mais uma

Havia decidido não falar sobre a minha candidata a presidência da república, não fazer campanha pelo blog. Mas depois tive uma ideia: 'por que não fazer uma espécie de debate aonde eu poderei expor meus motivos para votar em Marina e meus queridos visitantes possam dar sua opinião e tentar conquistar mais um votinho para seus candidatos?' . Pois bem, vamos lá!
Marina da Silva, nasceu em um seringal de Breu Velho no estado do Acre. Venceu a mortalidade infantil, ao contrário de três de seus onze irmãos que não resistiram e passaram a fazer parte do enorme percentual de crianças que são derrotadas nessa luta pela sobrevivência.
Aos quinze anos, por conta de uma hepatite, foi levada a capital de seu estado: Rio Branco, para ser tratada. Analfabeta e conhecedora apenas das lições da floresta, Marina foi matriculada no Mobral, aprendendo a ler, só então.
De inicio, as letras não lhe garantiram um emprego bem remunerado: trabalhou como empregada doméstica. E só em 1891 foi que ingressou na Universidade Federal do Acre, no curso de História. Nova conhecedora do mágico passado Marina começou a dar aula para o segundo grau e a envolver-se no movimento sindical; lutou ao lado de Chico Mendes e ,em 1985, fundou a CUT do Acre (Central Única dos Trabalhadores) ao lado deste mesmo parceiro.No mesmo ano, filiou-se ao PT (Partido dos Trabalhadores) e candidatou-se a deputada federal, sem conseguir eleger-se.
Já em 1988, Marina foi eleita vereadora (a mais bem votada) de Rio Branco conquistando a admiração popular e alguns inimigos políticos: conseguiu a única vaga de oposição na Câmara Municipal, arrancando dos colegas de mandato benefícios financeiros.
Nos anos de 1990, renunciou ao cargo de vereadora para tentar mais uma vez eleger-se deputada, só que desta vez de seu estado; conseguindo novamente a maior votação. Quatro anos depois chegou ao Senado através do estado do Acre, repetindo o maior número de votos. De 95 a 97 foi Secretária Nacional do Meio Ambiente e Desenvolvimento do PT.
Marina teve como maior professora a Natureza e pelo desejo de não a ver morrendo tornou-se uma das grandes defensoras da preservação da Amazônia. No governo Lula foi Ministra do Meio Ambiente e para conseguir salvar sua tão querida mestra a ex-senadora tomou várias medidas como: a regulamentação dos acesso aos da biodiversidade; a criação do Serviço Florestal Brasileiro e do Fundo de Desenvolvimento para estimular o manejo florestal; por meio do IBAMA combateu a atividade predatória; com três anos conseguiu reduzir em 57% o desmatamento da nossa Amazônia; etc.
No dia treze de maio de dois mil e oito, por conflitos com outros ministros, divergências com a Casa Civil entres outras situações que a ministra considerava atrasar a preservação ambiental, Marina assinou sua carta de demissão e voltou ao Senado.
Em Agosto de 2009 Marina anunciou sua saída do Partido dos Trabalhadores, ingressando no PV e anunciando sua candidatura a presidência da república pelo mesmo em 2010.
Para mim, quem aprendeu a importância da educação saberá dá-la a seus "filhos". Por tanto: eu sou mais uma!




terça-feira, 17 de agosto de 2010

Sobre políticos e pessoas ignorantes

Mesmo que me fingisse de surda alguns comentários não poderiam passar despercebidos por mim. Em especial, os que trazem em si um ódio pela política e aos que a exercem, refiro-me especialmente ao ódio que muitos de nós nutre pelos que tentam representar-nos.
Acho raro e não me lembro de um dia sequer deixar de ouvir alguém reclamar do presidente, de um senador ou do prefeito. É comum encontrar alguns que saibam de cor e salteado o nome de políticos da mídia e seus respectivos escândalos. Será mesmo tão boa assim a memoria destes? Ou quem sabe, não se esqueceram do último candidato em que votaram, das promessas que ele fez e pior, será mesmo que este tal não esqueceu-se de cobrar?
A cada dia parece que o mundo se enche mais de pessoas hipócritas. Me diga, não seria hipocrisia votar em que lhe contrariou a confiança? A meus olhos sim.
Sinto-me cheia de escutar reclamações, reclamações e mais reclamações. Por que não se candidatam tais sabedores de soluções? Afinal, não vivemos em um país metido a burocrático e é tudo tão fácil.
Não nego, grande parte dos que exercem o legislativo e executivo traem o voto que receberam, mas não nos esqueçamos: gente honesta ainda existe. Então, colega, sem extremismo; até porque no frigir dos ovos os maiores e mais poderosos políticos somos nós. Nos lembremos a cada dia e a cada noite que o voto é nosso, e de voto em voto faz-se um eleito. Também marquemos em nós cada voto, não por poder ser errado, mas por ser consciente, porque não de coração. Façamos campanha para aquilo que achamos certo, defendamos nossos princípios e valores através de uma pessoa, um candidatado e se corajosos formos: nos candidatemos.
E por fim: que a miopia da ignorância não nos cegue.

quinta-feira, 29 de abril de 2010

De gota em gota encheu-se o oceano

A pouco tempo, mais ou menos um mês atrás adquiri algo que me é de direito: o voto! Sim, eu tirei meu tão esperado título eleitoral. Tenho agora nas mãos o direito de decidir o futuro de meu país, ou pelo ou menos, de dar minha opinião a respeito.
Ouvi muita gente dizendo: ' deixa de ser boba menina. são só 17 anos, tu não tem obrigação de votar. vai perder um domingo todinho em uma fila para eleger alguém que depois nem vai lembrar de ti, são todos farinha do mesmo saco'.
E todas as vezes em que escutei estas barbaridades, me doeu o ouvido, a cabeça, o coração, mas o que gritou mais alto em mim foi a indignação. Respondo aos que me disseram e aos que calaram, não estou sendo boba, muito menos perdendo meu tempo; eu realmente não tenho a obrigação, mas eu tenho a consciência, porque eu sei que ainda existem políticos honestos, e eu não quero que lembrem de mim e que me sejam gratos, só quero que cumpram seu papel.
Ainda não tenho candidato, mas sei que votarei nos que dirigirem a maioria de suas propostas para educação, pois eu faço parte de uma corrente que defende que sem educação a saúde não vai para frente, muito menos a economia e é disso que o Brasil precisa.
E sim, eu gastarei parte de meu tempo pesquisando a vida política dos possíveis receptores de meu voto; irei assistir propaganda eleitoral, eu preciso saber em quem votar, preciso permanecer de bem com minha consciência. E no dia três de Outubro, vou acordar mais cedo, e sem cara fechada, enfrentar uma fila para entregar meu voto de confiança a quem espero não me decepcionar; e se me decepcionar há problema sim, e também solução, pois ainda terei em minhas mãos o voto!