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quarta-feira, 17 de novembro de 2010

Falta de cultura ABSOLUTA

Sou eu uma amante e defensora, declarada, da música nacional. Sou louca por Chico, venero Geraldo, fico louca com Fagner e deliro com Zé Ramalho. Mas além de valorizar o que é do meu país gosto de dar valor ao que é do meu estado. Intitulo-me também como Piauiense, Orgulhosa Piauiense. E foi por sentir-me ofendia que venho eu aqui falar. 
 Não, não foi mais nenhuma piadinha sobre o calor da minha capital, ninguém veio me perguntar se aqui é mesmo o estágio para o inferno. Só que mais uma vez, ao conhecer uma pessoa nova de outra região do país, perguntaram-me: ‘Ah, você é do Piauí. Terra da Stephany- absoluta, não é?’. De fato ela é piauiense, mas ofende-me ao estremo que alguém tome como referencia de meu estado tal pessoa, mais que isso, na verdade deixa-me indignada. Impressiona-me e me enoja o quanto o brasileiro vem gostando de barulho (porque música ela não faz não).
 É revoltante, não só no Piauí, temos exemplos assim que destroem a imagem do forró (Luis Gonzaga deve se remexer no tumulo todos os dias). E pior ainda, que recebem mais atenção da mídia do que quem rala para crescer e que faz música boa. Aqui temos muita gente que faz música boa. Vou tomar como exemplo a minha banda regional favorita: validuaté. Eles fazem letras, suas músicas além de uma ótima melodia são bem trabalhadas, fazem música boa de verdade; mas quem é mais conhecido no Piauí e no Brasil? A que se intitula linda e absoluta. 
 Para que entendam como é ridícula a situação que falo, vou mostrar-lhes um vídeo em que validuaté canta e outro em que a Stephany canta, e aí, digam para mim, quem deveria fazer mais sucesso?
Ê, Brasil....

Stephany:Absoluta

quinta-feira, 4 de novembro de 2010

Eita, Brasil!

No dia 8 de junho deste ano, o deputado Aldo Rebelo (PCdoB-SP) conseguiu ter aprovado e encaminhado para o plenário o Projeto de Lei 1876/99, que reforma o Código Florestal.  Essa proposta, segundo o então deputado, visa favorecer a área agrícola de nosso país; o que a meu ver não atinge ao interesse da nação, mas sim o d poucos: latifundiários; cheira-me a ganância e ambição.
Esta reforma propõe: a suspensão de pena e multa para aqueles que realizaram desmatamento ilegal até julho de 2008 e ocupações recentes em Áreas de Preservação Ambiental sejam mantidas até que o governo elabore um projeto de recuperação ambiental, que inclusive, terá a responsabilidade de criar projetos para recuperação ambiental; permite que os Estados reduzam e 50% as áreas de preservação ambiental; permite mais desmatamento em qualquer bioma em todo o país; abre espaço para que o Estado desmate qualquer área de preservação permanente, caso declare que a obra terá utilidade pública; entre outras (saiba mais aqui).

Deputados favoráveis: Anselmo de Jesus (PT-RO)
Homero Pereira (PR-MT)
Luis Carlos Heinze (PP-RS)
Moacir Micheletto (PMDB-PR)
Paulo Piau (PPS-MG)
Valdir Colatto (PMDB-SC)
Hernandes Amorim (PTB-RO)
Marcos Montes (DEM-MG)
Moreira Mendes (PPS-RO)
Duarte Nogueira (PSDB-SP)
Aldo Rebelo (PCdoB-SP)
Reinhold Stephanes (PMDB-PR)
Eduardo Sciarra (DEM-PR)

Deputados contra: Dr. Rosinha (PT-PR)
Ricardo Tripoli (PSDB-SP)
Rodrigo Rollemberg (PSB-DF)
Sarney Filho (PV-MA)
Ivan Valente (PSOL-SP)


Pois bem, meus queridos, peçam que averigúem a importância de tal fato; peço que pensem com carinho e, caso achem importante, divulguem como quiserem (com seus próprios textos, enviando este ou outros, contando, mas divulguem). Obrigada, amores, um beijo.

quinta-feira, 9 de setembro de 2010

Sou mais uma

Havia decidido não falar sobre a minha candidata a presidência da república, não fazer campanha pelo blog. Mas depois tive uma ideia: 'por que não fazer uma espécie de debate aonde eu poderei expor meus motivos para votar em Marina e meus queridos visitantes possam dar sua opinião e tentar conquistar mais um votinho para seus candidatos?' . Pois bem, vamos lá!
Marina da Silva, nasceu em um seringal de Breu Velho no estado do Acre. Venceu a mortalidade infantil, ao contrário de três de seus onze irmãos que não resistiram e passaram a fazer parte do enorme percentual de crianças que são derrotadas nessa luta pela sobrevivência.
Aos quinze anos, por conta de uma hepatite, foi levada a capital de seu estado: Rio Branco, para ser tratada. Analfabeta e conhecedora apenas das lições da floresta, Marina foi matriculada no Mobral, aprendendo a ler, só então.
De inicio, as letras não lhe garantiram um emprego bem remunerado: trabalhou como empregada doméstica. E só em 1891 foi que ingressou na Universidade Federal do Acre, no curso de História. Nova conhecedora do mágico passado Marina começou a dar aula para o segundo grau e a envolver-se no movimento sindical; lutou ao lado de Chico Mendes e ,em 1985, fundou a CUT do Acre (Central Única dos Trabalhadores) ao lado deste mesmo parceiro.No mesmo ano, filiou-se ao PT (Partido dos Trabalhadores) e candidatou-se a deputada federal, sem conseguir eleger-se.
Já em 1988, Marina foi eleita vereadora (a mais bem votada) de Rio Branco conquistando a admiração popular e alguns inimigos políticos: conseguiu a única vaga de oposição na Câmara Municipal, arrancando dos colegas de mandato benefícios financeiros.
Nos anos de 1990, renunciou ao cargo de vereadora para tentar mais uma vez eleger-se deputada, só que desta vez de seu estado; conseguindo novamente a maior votação. Quatro anos depois chegou ao Senado através do estado do Acre, repetindo o maior número de votos. De 95 a 97 foi Secretária Nacional do Meio Ambiente e Desenvolvimento do PT.
Marina teve como maior professora a Natureza e pelo desejo de não a ver morrendo tornou-se uma das grandes defensoras da preservação da Amazônia. No governo Lula foi Ministra do Meio Ambiente e para conseguir salvar sua tão querida mestra a ex-senadora tomou várias medidas como: a regulamentação dos acesso aos da biodiversidade; a criação do Serviço Florestal Brasileiro e do Fundo de Desenvolvimento para estimular o manejo florestal; por meio do IBAMA combateu a atividade predatória; com três anos conseguiu reduzir em 57% o desmatamento da nossa Amazônia; etc.
No dia treze de maio de dois mil e oito, por conflitos com outros ministros, divergências com a Casa Civil entres outras situações que a ministra considerava atrasar a preservação ambiental, Marina assinou sua carta de demissão e voltou ao Senado.
Em Agosto de 2009 Marina anunciou sua saída do Partido dos Trabalhadores, ingressando no PV e anunciando sua candidatura a presidência da república pelo mesmo em 2010.
Para mim, quem aprendeu a importância da educação saberá dá-la a seus "filhos". Por tanto: eu sou mais uma!




terça-feira, 17 de agosto de 2010

Sobre políticos e pessoas ignorantes

Mesmo que me fingisse de surda alguns comentários não poderiam passar despercebidos por mim. Em especial, os que trazem em si um ódio pela política e aos que a exercem, refiro-me especialmente ao ódio que muitos de nós nutre pelos que tentam representar-nos.
Acho raro e não me lembro de um dia sequer deixar de ouvir alguém reclamar do presidente, de um senador ou do prefeito. É comum encontrar alguns que saibam de cor e salteado o nome de políticos da mídia e seus respectivos escândalos. Será mesmo tão boa assim a memoria destes? Ou quem sabe, não se esqueceram do último candidato em que votaram, das promessas que ele fez e pior, será mesmo que este tal não esqueceu-se de cobrar?
A cada dia parece que o mundo se enche mais de pessoas hipócritas. Me diga, não seria hipocrisia votar em que lhe contrariou a confiança? A meus olhos sim.
Sinto-me cheia de escutar reclamações, reclamações e mais reclamações. Por que não se candidatam tais sabedores de soluções? Afinal, não vivemos em um país metido a burocrático e é tudo tão fácil.
Não nego, grande parte dos que exercem o legislativo e executivo traem o voto que receberam, mas não nos esqueçamos: gente honesta ainda existe. Então, colega, sem extremismo; até porque no frigir dos ovos os maiores e mais poderosos políticos somos nós. Nos lembremos a cada dia e a cada noite que o voto é nosso, e de voto em voto faz-se um eleito. Também marquemos em nós cada voto, não por poder ser errado, mas por ser consciente, porque não de coração. Façamos campanha para aquilo que achamos certo, defendamos nossos princípios e valores através de uma pessoa, um candidatado e se corajosos formos: nos candidatemos.
E por fim: que a miopia da ignorância não nos cegue.

quarta-feira, 12 de maio de 2010

Mais bola fora

Saiu ontem a lista de convocados da seleção brasileira, o que, em um raciocínio lógico me fez pensar em copa do mundo; porém, não nessa que está para chegar! E nem é que eu discorde das escolhas do Dunga e ache que a chance do Brasil agora só em 2014, mas é que voltei a pensar o que trará ao nosso país a realização de tamanho evento.
Sem dúvidas alguma, existem benefícios enormes. A nossa burguesia pula de alegria com o lucro de hospedagens, restaurantes, casas not
urnas, etc. E quem disse que o nosso proletariado fica fora dessa folia? De jeito nenhum! Também comemoram muito os empregos-de-alguns-meses que estão garantidos.
Mas agora eu lhes pergunto: 'tanto dinheiro é/será investido em educação?'. A
esperança não morreu em mim, mas dói dizer que acho que não.O que já considero motivo suficiente para ser contra realização da Copa do Mundo em nosso país. Não acho certo, e muito menos justo, que bilhões sejam investidos nessa, enquanto faltam a nossas crianças cadeiras, livros, professores e até escolas. Brasileiro já é um povo bem educado, não é? E afinal aqui ninguém precisa de mais saúde; desenvolvimento das pesquisas; melhoria de saneamento, condições socioeconômicas.
Quer saber? Não faz diferença alguma que não tenhamos capital suficiente para a construção e/ou melhoria de estádios, e que para a realização das obras sejam feitos empréstimos e se crie uma dívida; que depois muitos destes fechem as portas, pois a manutenção é cara demais; e já estamos até acostumados com possíveis escândalos que possam envolver desvio de verbas. Isso tudo é besteira pouca.
Bom mesmo é sediar a copa e ganha-la chutando cada vez mais para fora do gol.


Dia 04: a música que faz você triste

terça-feira, 4 de maio de 2010

Brasil: brasileiro

Venho eu aqui timidamente apresentar-me aos senhores: meu nome é Brasil, sou um pedacinho de chão da América do Sul, possuo 8,51 milhões de quilômetros quadrados de área e cerca de 190 milhões de habitantes. Ainda não sabe quem sou? Deixe eu clarear as coisas sou o país do futebol, do carnaval, da mulher bonita e da corrupção também !
E como reconhecer um brasileiro? Muito fácil! Um filho meu não foge a luta, se acha mais esperto que todo mundo, o famoso malandro. Alguém que vêm de mim tem samba no pé, gosta de uma boa cerveja e de tudo que vem de fora, por que brasileiro que é brasileiro escuta Lady Gaga, Britiney Spears e Beyoncé, não sabe quem é o Chico, o Renato ou Cazuza; lê Crepúsculo e é fã da Stephenie Meyer e não faz a mínima ideia de quem seja Machado, Eça ou Veríssimo; brasileiro que é brasileiro sonha em conhecer a Europa, e em passar longe de Fernando de Noronha, dos Lençóis Maranhenses ou da Serra da Capivara, aliais, brasileiro que é brasileiro usa uma camiseta que tenha estampado na frente "I NY".
Brasileiro que é brasileiro tem um 'love honney', sempre diz 'thanks', adora um estrangeirismo, all right? Não vive sem MacDonald's e odeia arroz e feijão. É muito culto também, não perde uma edição do BBB. Brasileiro que é Brasileiro é milionário, paga tudo em dobro!
Ah, quase esqueço de contar, eu também tenho boa parte da floresta amazônica dentro de mim, e você sabe o que eu faço com ela? Eu a desprezo, não a vigio, deixo para que as madeireiras e os pecuaristas cuidem dela direitinho.E vou logo lhe alertar, se tiver qualquer problema venha até mim, tenho uma justiça eficiente, é claro se você for bonitinho, cheirosinho, tiver um carrinho e um dinheirinho.

E já dizia meu governo que sou um país de todos.

quinta-feira, 29 de abril de 2010

De gota em gota encheu-se o oceano

A pouco tempo, mais ou menos um mês atrás adquiri algo que me é de direito: o voto! Sim, eu tirei meu tão esperado título eleitoral. Tenho agora nas mãos o direito de decidir o futuro de meu país, ou pelo ou menos, de dar minha opinião a respeito.
Ouvi muita gente dizendo: ' deixa de ser boba menina. são só 17 anos, tu não tem obrigação de votar. vai perder um domingo todinho em uma fila para eleger alguém que depois nem vai lembrar de ti, são todos farinha do mesmo saco'.
E todas as vezes em que escutei estas barbaridades, me doeu o ouvido, a cabeça, o coração, mas o que gritou mais alto em mim foi a indignação. Respondo aos que me disseram e aos que calaram, não estou sendo boba, muito menos perdendo meu tempo; eu realmente não tenho a obrigação, mas eu tenho a consciência, porque eu sei que ainda existem políticos honestos, e eu não quero que lembrem de mim e que me sejam gratos, só quero que cumpram seu papel.
Ainda não tenho candidato, mas sei que votarei nos que dirigirem a maioria de suas propostas para educação, pois eu faço parte de uma corrente que defende que sem educação a saúde não vai para frente, muito menos a economia e é disso que o Brasil precisa.
E sim, eu gastarei parte de meu tempo pesquisando a vida política dos possíveis receptores de meu voto; irei assistir propaganda eleitoral, eu preciso saber em quem votar, preciso permanecer de bem com minha consciência. E no dia três de Outubro, vou acordar mais cedo, e sem cara fechada, enfrentar uma fila para entregar meu voto de confiança a quem espero não me decepcionar; e se me decepcionar há problema sim, e também solução, pois ainda terei em minhas mãos o voto!

quarta-feira, 17 de março de 2010

Velha amiga bate a porta?

Desde que lembro dos programas da televisão aberta brasileira associo a uma queda de qualidade. Vamos pegar o caso dos infantis como exemplo, quando eu era pequena assistia a TV Colosso, Castelo -Tim- Bum, Fantástico Mundo de Bob, entre outros. E hoje, vejo os pequeninos com quem tenho contato assistir à Ben10, Xuxa e pior Big Brother Brasil.
A cada queda de qualidade largava mais a TV, até que um belo dia surgiu para dá mais alegria a minha vida o programa Custe o que Custar, transmitido pela bandeirantes. Na primeira vez em que assisti consegui colocar um sorriso na cara e meu coração palpitou cheio de alegria e esperança, ele gritava "essa bagaça ainda tem jeito".
E nesse 15 de Março de 2010 eu esperava ansiosa pelo meu resumo semanal de notícia. Quando mais uma vez a decepção surgiu em minha vida. Mais uma vez esse país, a quem eu chamo de pátria, me deu um tapa na cara e quis me arrancar minha amiga esperança.
Poxa, Brasuca, censura? Fico chateada contigo, você perdoa tão fácil. Esqueceu o que passou na ditadura militar? As provas de história não te serviram de nada? Sacanagem!
Confesso, fiquei horrorizada quando Marcelo Tas anunciou a censura prévia, e perguntei para mim mesma: 'isso não é coisa de ditadura?'. Aquilo que escuto meus avós, tios e as pessoas que viveram nos anos de 1965-85 me pareceu tão real, tão perto. Senti vontade de protestar, sair gritando, fazer o barraco, olhei para o lado e quis dizer 'rola um protestozinho?', mas nem um grilo respondeu ao meu desejo. Infelizmente, já não se fazem artistas como Chico Buarque, Caetano Veloso, Caio Fernando Abreu, ah, já não se fabricam jovens como antigamente.
Tá, eu sei, pode parecer exagero. Afinal, só uma cesurazinha de nada, não é mesmo? É, até pode ser que seja, mas bom lembrar que as coisas tendem a piorar, começa com isso, depois a coisa aumenta, se nós deixarmos,é claro!