Sou eu uma amante e defensora, declarada, da música nacional. Sou louca por Chico, venero Geraldo, fico louca com Fagner e deliro com Zé Ramalho. Mas além de valorizar o que é do meu país gosto de dar valor ao que é do meu estado. Intitulo-me também como Piauiense, Orgulhosa Piauiense. E foi por sentir-me ofendia que venho eu aqui falar.
Não, não foi mais nenhuma piadinha sobre o calor da minha capital, ninguém veio me perguntar se aqui é mesmo o estágio para o inferno. Só que mais uma vez, ao conhecer uma pessoa nova de outra região do país, perguntaram-me: ‘Ah, você é do Piauí. Terra da Stephany- absoluta, não é?’. De fato ela é piauiense, mas ofende-me ao estremo que alguém tome como referencia de meu estado tal pessoa, mais que isso, na verdade deixa-me indignada. Impressiona-me e me enoja o quanto o brasileiro vem gostando de barulho (porque música ela não faz não).
É revoltante, não só no Piauí, temos exemplos assim que destroem a imagem do forró (Luis Gonzaga deve se remexer no tumulo todos os dias). E pior ainda, que recebem mais atenção da mídia do que quem rala para crescer e que faz música boa. Aqui temos muita gente que faz música boa. Vou tomar como exemplo a minha banda regional favorita: validuaté. Eles fazem letras, suas músicas além de uma ótima melodia são bem trabalhadas, fazem música boa de verdade; mas quem é mais conhecido no Piauí e no Brasil? A que se intitula linda e absoluta.
Para que entendam como é ridícula a situação que falo, vou mostrar-lhes um vídeo em que validuaté canta e outro em que a Stephany canta, e aí, digam para mim, quem deveria fazer mais sucesso?
Ê, Brasil....
Stephany:Absoluta
Validuaté: Eu só quero acabar com você


