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terça-feira, 4 de janeiro de 2011

Acaba-te disposição

Maquiagem impecável, nem um fio fora do lugar, o corpo na melhor forma possível, a roupa mais bonita do armário e o efeito quase nenhum (para não dizer que ele foi-se embora de vez e resolveu não mais voltar). Gastei os sapatos,os neurônios e principalmente, o coração para tentar te atingir uma única vez mais. No entanto, você cresceu, está bem mais alto, em um céu que eu, há muito, desconheço.
Todas as armas falharam, todas as expectativas suicidaram-se afogadas em seus próprios planos, e a esperança já não é mais verde - amadureceu,amarelou. Ok, desisto! Paro por aqui. Juro, pela última vez, que é último, que não tem mais de onde vem esse amor; a gente cansa, ? E uma hora eu vou ter de cansar. O calo já tá se reclamando de dor, tá gritando que vai romper.
Prometo que de uma próxima, quem sabe, eu vou me torturar, que eu vou me doer um tiquinho mais; só para não esperar muito coisa. Espere, acalme-se, que tarda mas não falha. Um dia, uma hora, em qualquer lugar, eu vou dizer 'desculpa, é só uma vaga lembrança; já não cutuca, não me dói'. Porque enfim, um dia a gente cansa.


quinta-feira, 4 de novembro de 2010

Eita, Brasil!

No dia 8 de junho deste ano, o deputado Aldo Rebelo (PCdoB-SP) conseguiu ter aprovado e encaminhado para o plenário o Projeto de Lei 1876/99, que reforma o Código Florestal.  Essa proposta, segundo o então deputado, visa favorecer a área agrícola de nosso país; o que a meu ver não atinge ao interesse da nação, mas sim o d poucos: latifundiários; cheira-me a ganância e ambição.
Esta reforma propõe: a suspensão de pena e multa para aqueles que realizaram desmatamento ilegal até julho de 2008 e ocupações recentes em Áreas de Preservação Ambiental sejam mantidas até que o governo elabore um projeto de recuperação ambiental, que inclusive, terá a responsabilidade de criar projetos para recuperação ambiental; permite que os Estados reduzam e 50% as áreas de preservação ambiental; permite mais desmatamento em qualquer bioma em todo o país; abre espaço para que o Estado desmate qualquer área de preservação permanente, caso declare que a obra terá utilidade pública; entre outras (saiba mais aqui).

Deputados favoráveis: Anselmo de Jesus (PT-RO)
Homero Pereira (PR-MT)
Luis Carlos Heinze (PP-RS)
Moacir Micheletto (PMDB-PR)
Paulo Piau (PPS-MG)
Valdir Colatto (PMDB-SC)
Hernandes Amorim (PTB-RO)
Marcos Montes (DEM-MG)
Moreira Mendes (PPS-RO)
Duarte Nogueira (PSDB-SP)
Aldo Rebelo (PCdoB-SP)
Reinhold Stephanes (PMDB-PR)
Eduardo Sciarra (DEM-PR)

Deputados contra: Dr. Rosinha (PT-PR)
Ricardo Tripoli (PSDB-SP)
Rodrigo Rollemberg (PSB-DF)
Sarney Filho (PV-MA)
Ivan Valente (PSOL-SP)


Pois bem, meus queridos, peçam que averigúem a importância de tal fato; peço que pensem com carinho e, caso achem importante, divulguem como quiserem (com seus próprios textos, enviando este ou outros, contando, mas divulguem). Obrigada, amores, um beijo.

quinta-feira, 30 de setembro de 2010

Ao meu futuro cafajeste

Olha cara, eu tinha tudo para não gostar de você. Tudo o que eu pensei não querer para mim eu encontrei em ti – você fuma, bebe demais, é inconsequente, irresponsável, não leva nada a sério e não vale lá muita coisa. Mas quer saber de uma coisa? Foi em você que eu achei tudo o que precisava. E quer saber o que mais? Eu adoro você.
Adoro o seu sorriso branco, safado; adoro a sua cara de menino e o seu jeito largado; adoro o modo como você passa a mão nos cabelos e bagunça mais ainda; adoro o jeito como você teima comigo e insiste em brigar; adoro quando você faz birra e me deixa sem paciência, com vontade de te bater; adoro muito quando você deita a cabeça em meu colo e me conta suas mágoas, mostrando a mim um lado que ninguém imagina, me obrigando a te encher de carinho; adoro demais o modo como você me abraça, sem dizer nada, e me faz querer ficar para sempre nos teus braços.
Eu ainda nem te conheço,convivo contigo só na vontade, mas eu adoro tanto tudo em você, meu futuro cafajeste. Eu sei que você está para chegar, daqui a algum tempo. Não tem como ser diferente – você é o que causa uma mudança drástica no meu comportamento de menina politicamente correta e eu sou a calmaria que sua vida anda precisando. Eu te conheço de longe, por auto, e sei que eu sou o que você anda querendo, aquilo que você anda precisando; eu me conheço bem de perto, profundamente, e sei que você é o que eu sempre não busquei. Mas não se preocupe, não tenha pressa em vir até mim. Não estarei lhe esperando parada, mas estarei em seu caminho, na sua frente, quando tivermos de ser. Você vai notar alguma coisa a mais em mim e eu irei ter a certeza de que é você, não se apresse, saberemos nos reconhecer. Eu saberei lhe dar tudo o que você quer e perderei, em troca, tudo aquilo que se excede em mim, que não fará falta.Eu sei, meu bem, que você vai chegar para mim e eu irei até você; sei que será muito mais que corpos, bem mais que físico e pouco menos que pra sempre. Vai ser a gente, quando tiver de ser, nós vamos nos reconhecer.

terça-feira, 22 de junho de 2010

Findando guerras sentimentais

Boa tarde, querido inimigo. Aqui venho eu, como uma bandeira branca, ou se preferir, com o arco-íris inteiro à punho; despida de toda a minha prepotência e desejo de vingança, completamente nua, dar fim a este nosso longo conflito. Percebo, que não tu, mas esta maldita vontade de vencer me dominou por todos estes onze anos.
Não mando embora a ideia de que sempre tive motivos para te odiar e insistir em vencer a cada raiar do dia estas batalhas nada sangrentas e muito dolorosas; mas abro mão dessas fieis companheiras. As empresto à você para que use-as contra mim e me faça sair, mesmo que com o rabinho entre as pernas, desta guerra tão cheia de razão.
Repeti tanto aos quatro ventos o quanto estava certa. Usei de tamanho poder de persuasão que fui capaz de convencer todo o mundo e me desconvecer de uma possível vitória.
Zero meu placar, dou-te todos os meu pontos suados. Abro mão de tudo, de todos.
Não, eu não aderi a uma filosofia que a nossa guerra não resolve nada; ainda acho que nosso caso seria um a fugir do real. Mas é que todos os tiros saíram pela culatra; a faca não tem mais dois gumes, agora um só, que me atravessa pouquinho a pouquinho. Enquanto preocupei-me em te destruir acabei com o que mais prezava em mim- o orgulho!
A cada vez que desembainhei minha espada ou consegui a melhor mira eu matava o meu tão estimado orgulho; matei-o pedacinho por pedacinho e acabei por dar fim a qualquer sentido que possuísse minha existência. Por isso, cá estou a jogar a teus pés tudo que já considerei de mais importante, precioso.
E não vou te pedir nada em troca. Não tenho mais nenhum refém sobe meu domínio, não quero nenhum tostão de teu amor e nenhum km quadrado sequer do teu coração. Até tinha vontade de continuar meus dias a convencer-me de que sou mais poderosa que sua insignificante figura; de verdade? Eu ainda quero! Mas não acho mais forças, nem mesmo em tua queda.
Por tanto, entrego-te todas as minhas armas infalíveis que de nada adiantaram. Por merecer, dou-te mais um troféu e não nos esqueçamos, deixo que leve por inteiro todos os meu ideais.

Agradeço-te e sumo da tua frente,
Grata.

"Sentir teu coração perfeito, batendo á toa, isso dói, seja como for. É uma dor que dói no peito, pode ir agora, que estou sozinho. Mas não venha me roubar..."

sexta-feira, 12 de março de 2010

Quando a sorte te trouxer


Agora, bem exatamente agora, eu te queria aqui, bem do meu lado. E nem precisava ser com todas as suas palavras, só com teu silêncio mesmo! Só de pensar nisso bate um vazio, olho para baixo, para o pulso, para fita desgastada, fita cor de rosa, cor de amor pedindo para o senhor do Bonfim realizar os três pedidos prometidos: você, você e você!

Queria tanto entender o porquê dessa vontade de ti, desse apego, dessa obsessão. Por quê? Se você é tão, tão igual aos outros: vai e volta, vai e volta, vai e ta demorando a voltar!