sexta-feira, 3 de dezembro de 2010

Nos reencontros da vida - Uma quase desistência do amor



Abraçaram-se fortemente, ela pedindo para que aqueles novos tempos que chegavam fossem mais doces e ele, quem sabe, pedindo ardentemente para resistir.” O sol nasceu e trouxe o primeiro dia daquele ano, os raios eram fortes e evidenciavam o verde do mar. Helena não demorou-se a acordar, ainda era cedo e tinha esperança de fazer um breve caminho pela praia e colocar as idéias em ordem. Na noite passada havia pedido para o ano que chegava de mansinho colocar ele em suas mãos. Levantou-se e engoliu qualquer coisa, estava com o coração cheio de pressa, queria tê-lo a todo custo. O chão fez-se dono de seus olhos, até que resolveram servir o mesmo senhor que sua mente: era Marcos, ali na sua frente.
- Bom dia!
-Ah, oi, bom dia!
-Vamos dar uma caminhada na praia?
-Por que não?
Ansiosa para que ele tocasse sua mão balanço-a freneticamente, como quem nada queria, mas ele parecia não perceber. Seu rosto ficou vermelho: era raiva. Idiota! Como ele não percebia? Como? Será que era cego? Ou talvez quisesse fazê-la de piada? Deus, como queria entrar na cabeça dele: queria entender tudo o que se passava ali dentro e de quebra mexer em sua memória para que só dela, Helena, ele lembrasse.
-Vamos sentar ali? Tô um pouco cansado.
-Ah, claro. Acho ótimo, estou com um pouco de dor nas costas. - era a última coisa para qual ela apelaria
-Se quiser uma massagem nas costas...- o sorriso da menina abriu-se, sentia cheiro de coisa dando certo.
-Quero sim! Bem aqui, ô...
Helena apontou o suposto ponto dolorido, até que aquelas mãos conhecidas lhe tocaram o dorso seminu. Marcos percorria suas costas em uma suave massagem, ela fechou os olhos – não queria acordar daquele sonho bom.
- Ajudou?
-Ah, sim, sim.
-Hum, posso te fazer uma pergunta?
-Mas é claro, Marcos.
-O que você faria se o gênio da lâmpada aparecesse agora?
Helena olhou profundamente e sentiu uma tremenda vontade de falar: “você”. Mas controlou-se e sussurrou:
-Não faço ideia.
-Bem, mocinha, acho que é hora de voltarmos para casa, está quase na hora do almoço.
Helena sentiu-se mais enraivecida ainda, queria batê-lo, pedir para que ele a olhasse e a quisesse. Estava com a alto estima ferida e com o caminho da desistência traçado.

11 comentários:

  1. marcos, helena... hmmmm
    acho que já sei a inspiração dos nomes ein HAUHAUAHUAHAU
    mt bom o post, amiga;

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  2. Momentos de tensão entre os dois, hein.
    Ainda continuo torcendo para que dê tudo certo, às vezes as coisas começam assim mesmo e ao vencer os desafios é que se descobre o verdadeiro sentimento.
    Quero mais.

    Bjs =)

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  3. Olá deixarei de postar no Mudança.com por algum tempo, mas postarei em outro blog que terá postagem em sua maioria de microcontos de minha autoria, mas pode ser que eu poste outros textos que não se encaixem nessa categoria. Eis o endereço: http://entaofalemos.blogspot.com
    Espero sua visita. Beijos!

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  4. Ele deu a deixa para um olhar profundo, um toque no rosto, uma declaração, quem sabe até um beijo...e ela não aproveitou.

    Que pena! =\

    Beijo, beijo.

    ℓυηα

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  5. e a continuação? que sensação incomoda de sentir algo dando certo e terminar em...nada? adorei o post, ficou doce e eu, curiosa. beijos

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  6. Quero continuação viu? hahhah
    Isso sempre acontece comigo, e acho que com muita gente também, perder as chances por medo.
    Beijos

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  7. Outros tempos, as mulheres também podem tomar a iniciativa, uai.rsrs

    Adorei o texto, trenzim.

    Bjo.

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  8. Tem um selo pra ti no meu blog, espero que goste.

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  9. Ah, contos *-*...Como eu adoro! Tá lindo, lindo, florzinha! Continua! \o/
    Beijoos!

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